domingo, 5 de dezembro de 2010

Feed the stars.

As estrelas que um dia brilharam para nós parecem perder força de dia para dia; ou melhor, de noite para noite. Não há mais daquele brilho intenso que nos preenchia as noites, que nos seduzia com o seu corpo ofuscante. As estrelas, tal como as almas das pessoas, estão a apagar-se. A deixar um rasto brilhante de memórias, dos tempos em que o mundo se guiava apenas pela luz da noite, e da alma. E no momento em que ficarmos às escuras, todos se hão-de perguntar: "O que é feito da luz das estrelas? E da lua??". Sim, pois a lua, parceira das estrelas, vai apagar-se por companheirismo, tal como as ligações que temos com uns se apagam quando outros de quem gostamos entram em confronto com os primeiros. Zangas, motins, discussões, guerras, todo o gossip que apodrece as nossas almas; é como um vortex negro que engole corpos celestes indiscriminadamente, sem vontade de parar, até que a escuridão e a solidão tome conta do nosso universo. Unless...
Devemos alimentar as nossas almas. O nosso espírito, tal como as estrelas, brilha umas vezes mais intensamente que outras. E, tal como elas, parece eterno. Mas não o é. É lindo, imaculado, forte; mas finito. E é o dever de cada um proteger essa luz.