segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fluxo do Flagelo

Escultura de gelo eterno
Que fazes sombra ao mais alto dos espíritos
Moldada pela mão dos Deuses,
O teu frio sobrevive até no Inferno
Onde as ondas flamejantes me atiçam
Me dão poder para libertar os fluxos
E quando os olhares em ti se fixam
Mostras um ar pacífico e terno.

As lágrimas que por ti chorei eram de gelo
E enraivecido, parto a tua escultura
Tal como no passado fiz à tua moldura.
Na minha alma dá-se o mais explosivo flagelo
Em que tu morres, desapareces,
E quando te vires sozinha
Oh minha bela e venenosa escultura
Aí, enlouqueces.

Derrete com o fogo do desprezo,
A ardente vontade de mais não querer saber
Não querer ouvir, não querer falar, não te querer ver
Pois eu, minha escultura, saio deste flagelo
Totalmente ileso
Sem nunca mais querer ver os teus olhos de gelo.

2 comentários:

  1. "Em biologia, chamam-se flagelos a apêndices das células vivas, em forma de filamentos, que servem para a sua locomoção (no caso de organismos unicelulares - flagelados) ou para promover o movimento da água ou outros fluidos no interior do organismo, quer no processo da alimentação, quer na excreção."

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